SEJA BEM APARECIDO, OH DESAPARECIDO!
A agonia de perceber que estás perto do fim. No fim do teu tempo, da tua vida útil, de uma relação, quer de amizade ou amorosa. Esta sensação leva nos a um estado de desapego do corpo. O corpo já não dói. Do corpo já não sentes nada, nada flui, tudo é uma parede, uma parede construída sem licenciamento, sem notares, foi crescendo e foi tapando a luz! O corpo já se separou de ti, não o sentes, nem na dor, nem no ser, tudo se desapegou e ficou inerte. Desapego do que antes dávamos tanta importância e hoje pelas circunstâncias diversas de todos os acontecimentos diários, não nos apegamos e vivemos um pouco no vem e vai. Tudo vem e vai, tudo nos leva numa viagem agonizante de sentimentos, acontecimentos, como se a nova vida dos 50 fosse uma juventude disfarçada, uma constante vertigem. Afinal sabes quem és! Afinal alguém sabes quem és? As pessoas na tua vida chegam, como se de uma missão se trata-se, cheias de apego, de melaço. E depois vão embora. Vão embora porque são ca...