NUNCA

 A palavra "nunca" , palavra para muitos forte é de significado inadiável e impossível de acontecer!

Pois para mim, e contra vários pensamentos e correntes de saber científico e que "nunca" se pode contrapor, porque é a verdade!

Novidade para essas pessoas é que para muitos a terra já foi plana e hoje já não é, alguém pensou chegar à Índia e depois era o Brasil... Ninguém é dono da verdade, porque cada um sabe dos seus sapatos, se apertam ou ficam folgados, por isso "nunca" podem sentir pelo outro, nem o que estás a sentir é o que outro, ou outros sentem!

Quem esteve na guerra não pode ser "sentido" nem compreendido por quem nunca esteve. Cada um tem e vive os seus momentos, não quer dizer que sejam melhor ou pior, são certamente diferentes. 

Pedir desculpa "nunca" chega, pode amenizar momentaneamente, pode aliviar, mas "nunca" apaga o papel engelhado, a forma original "nunca" mais se repõe! 

É difícil para quem almeja viver, simplesmente viver, lidar com individualidades que depois de tanto viver são já só individualidades!

É difícil sintonizar o rádio, analógico, em banda FM de ponto de sintonização sensível!

"Nunca"

- me tentem mudar. Sou um indivíduo, com pensamento próprio, profundo, sensível, produto de tudo que vivi, das minhas guerras e dos meus próprios sapatos!

- me proponham perspetivas que mudam com o vento. O que é hoje, não muda na manhã seguinte!

- me vejam como uma vitória! 

- me tentem dominar mentalmente ou fisicamente!

- tenham receio de me mostrar!

"nunca" vou ser um produto fabricado, adaptado.

Eu, como indivíduo, simples, de pensamento positivo e verdadeiro,

"Nunca"

- vou ter receio de sentir.

- vou ter receio de tocar.

- de mostrar, de reagir, deixar intensidade.

"Nunca" vou perder, porque não vivo para isso. 

Todos nós, vamos tomando caminhos, sem ferir, sem arrastar ninguém. Por vezes não queremos, sequer estar em qualquer lugar, outras vezes o lugar é só nosso, outras, queremos partilhar tudo!

Os ventos e marés arrasam tudo á nossa volta. Ás vezes nós somos os ventos, outras as marés!

Outras vezes não estamos preparados para conviver, reagimos, negamos, porque não queremos mais pedir desculpa, porque o papel já não volta á forma inicial! Quanto mais avançamos mais o papel machuca e fica disforme!

"Nunca" me vejam como a solução para nada, já fui durante muito tempo solução dos outros, agora só quero ser a minha solução!

Sou só um "tonhó" de um transmontano que quer viver, quer andar de bicicleta, sentir o vento no "focinho", a dor nas pernas...quer sentir, tocar, cantar mal, estar em silêncio, falar sozinho, ter a minha própria vida, parar, olhar, cheirar, ouvir e falar por mim, "nunca" pelos outros!

Pode ser um caminho sem rumo, para ti, mas é o meu rumo, o meu caminho!

carlospires - O Diário Incontável 




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