MATER MIA
Tive muitas mães, desde logo a minha mãe!
A minha avó materna, todas mulheres foram importantes na minha vida e na minha educação!
A minha mãe de quem fui arrancado depois de nove meses, depois de cortar o cordão umbilical, fui arrancado novamente passado nove meses. Voltei a nascer, primeiro em França, depois em Portugal.
Nasci de duas mães diferentes, primeiro filho de minha mãe, a mais importante, a que me carregou, a quem devo tudo, a vida, o amor e tudo que uma mãe dá!
Depois passado nove meses voltei a nascer numa família onde fui o sétimo filho. A minha avó que me deu amor, roupa quente, banho à lareira, no frio gelado transmontano. A que me levou à escola e me deu o que podia na altura, naquela fase!
Mas mãe só tive uma, ajudada por várias mães, tive muita sorte em tê-las todas, todas à minha volta.
A minha mãe merece reconhecimento, amor e lealdade. Merece tudo, merece um telefonema, uma flor, um beijo e um abraço!
Fui bem educado, fui bem criado, fui uma criança feliz com uma infância inigualável, de felicidade, amor e carinho, lealdade e educação. Educação cristã, firme e assertiva.
Mas hoje , depois de ter sido educado, crescido, vivido, amo a minha mãe de coração, a minha primeira e única mãe. A mãe que me deu amor, compreensão, futuro, me viu crescer e viver como eu quis, como eu achei melhor. Tive muita sorte em ter a minha mãe, como minha mãe. A minha avó como minha avó. A minha tia, como minha tia. Tive sorte em ter todas as mulheres que passaram mim, muita sorte!
Amo-te mãe.
Não existe nenhum dia especial para o dia da mãe! O dia da mãe para mim começou dia 21 de julho de 1972, antes do 25 de abril, num ambiente livre, longe do país original.
Nasci livre, mas só aos 2 anos estive em contacto com a liberdade. No país original onde em liberdade cresci, sem medo, com coragem e muito amor.
carlospires - O Diário Incontável
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