SILÊNCIO
O silêncio!
Existe tanto ruido, existe tanto nada.
Geralmente muito barulho, muita confusão não trás nada de positivo. Muitas vezes só queremos simplesmente dizer a nossa opinião e é logo criado muito ruido à volta da situação.
Hoje não podemos ser, não podemos viver, tão pouco temos uma verdadeira liberdade.
Hoje, embora tenhas liberdade para expor a tua opinião, tens, muitas vezes que repensar a proximidade de certas pessoas para manter a tua sanidade mental.
Eu digo que sou heterossexual, logo aparece alguém a contrapor se, eu não sou contra movimentos LGBT+. Não sou contra, eu sou heterossexual, não faz de mim contra nenhuma outra comunidade ou corrente. Simplesmente emito a minha realidade.
Realidade que não tem que colidir com a de ninguém, como a realidade de outras pessoas não tem que colidir com a minha.
Se defendo alguma politica à direita fica logo a conotação nacionalista, populista, autoritária, fachista, enfim. Ou defendo outra politica à esquerda e sou conotado de anarquista, comuna, libertino. Certamente será muito mais do que isto e muito mais sectorial. Mas eu defendo que tudo tenha mais equilíbrio e seja mais ao centro, aí sou acusado de ser elitista, existe mesmo quem depois diga que é impossível ser de centro, ou és direita ou esquerda.
Eu penso que cada época e cada situação pode ser tratada mais à direita e outras tratadas mais à esquerda, conforme a área e as necessidades mais prementes. Sendo por vezes imprescindível zelar por algum equilíbrio que por vezes alguma situação exige. Equilibrar por vezes não é tão linear como parece, visto até, o equilíbrio, existir supostamente um à direita e outro à esquerda. E eu para não versar nenhum vernáculo por aqui me fico!
Quando se trata de religião então mais vale ficar na tua. Tudo é tratado de maneira extremista, tenho que ser cristão ou muçulmano. Também podes ser protestante, ortodoxo, judeu...podes também pertencer a várias igrejas! Quando digo que tenho fé, logo alguém diz que sou cristão, se disser que não sou cristão, contrapõe que então sou muçulmano. Tenho fé em mim, nos homens, nos atos, na evolução, tenho fé nos que acreditam, nos que cumprem, nos que valorizam o ser humano, que valorizam as ações, nos que são felizes por eles e pelos outros.
E a minha fé é inabalável e não tem que ser, não deve, ser conotada de nada, com exceção da própria fé. Fé simples alcançável, imutável na ação de conseguir atingir qualquer objetivo de vida, por nós e pelo outro.
Hoje quase tudo é conotado de forma leviana e alvo de objetivação de gênero, radicalizado e infundado.
O silêncio, esse é cada vez mais um refugio.
Um refugio de quem se dá ao trabalho de pensar.
Pensar, onde sempre todos tivemos a verdadeira liberdade.
Liberdade que a sociedade, de uma maneira ou de outra se encarrega de limitar, mesmo hoje somos tolhidos pelas multidões.
Multidões que só fazem ruido.
Ruido dispersa o que é mais importante.
Importante é a essência de cada um, cada um como individuo, como um ser uno, que não precisa de ninguém para ter paz, para ser feliz, para ser livre:
Livre de qualquer conotação coletiva de maioria ou minoria, porque cada um é como é. Quando pensa não está a interferir com as suscetibilidades de outros ou de grupos, só está a exercer um dos seus maiores direitos, pensar.
Pensar em silêncio!
Silêncio terapêutico, silêncio individual.
Individual, é o que quase todos nós mais gostamos de cultivar, de estar connosco, cada vez mais com tempo exclusivo e de qualidade.
Qualidade.
Silêncio!
Parar... fechar os olhos, sem esforço, em silêncio. No inicio nada existe, fica tudo limpo, existe um filtro natural do que te preocupa, do que não interessa. O coração acalma, os batimentos cardíacos diminuem, todo o teu corpo estabiliza.
Esta preparação antecede uma reflexão mais profunda, zero é sempre o ponto de partida.
Não se trata de renascer, antes pelo contrário, nós não renascemos, quanto muito somos a continuação numa nova versão, modificada, melhorada, mais leve, cada vez com menos ruido. Tudo que passou faz e vai sempre fazer parte de nós, tudo o que vivemos vai moldando, oprimindo, libertando, piorando ou melhorando, mas somos nós!
Esse silêncio dura o tempo que for preciso. Durante esse tempo tudo é profundo, a respiração e o pensamento. Os pensamentos vão fluindo, vão aparecendo, são analisados com calma, com método e com muita clareza. O que não interessa logo fica de lado, fica o que te pode ser útil, o que te acrescenta e o que te dá paz.
Paz!
Cada vez mais o que é teu é o que pode trazer paz, serenidade, tudo o resto, que não é teu, claramente não vai passar no filtro!
Tudo que consegues visualizar, tudo que te aparece nos teus pensamentos, na tua imaginação é tudo que queres, tudo que te faz bem, tudo que te faz sorrir, tudo que te apaixona, tudo que te vai fazer avançar, avançar por ti!
Podes sentir emoção, paixão, adrenalina, amor, desejo, sobretudo vulnerabilidade, estás contigo, só, no teu silêncio, no teu pensamento, onde és livre, verdadeiramente livre!
Esta é uma terapia de autoconhecimento, de libertação e sobretudo conscialização da verdade, do que te move.
Existem caminhos que se cruzam, por acaso, porque o caminho é o mesmo ou porque fazemos parte de caminhos passados.
Existem coisas que não se explicam, coisas que simplesmente, naturalmente acontecem, coisas que possivelmente vem de outras vidas!
Esperamos em silêncio!
carlospires - O Diário Incontável
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