PENSAMENTO LIVRE
Dizem que o pensamento teve sempre a leviandade de ser livre!
Existem pensamentos livres, que mesmo assim tem receio de pensar e "pensar" em voz alta ou fazer aquilo que pensam.
Nem sempre conseguimos fazer livremente o que em liberdade pensamos. Melhor dizendo quase ninguém faz livremente o que em pensamento lhe ocorre. Sendo assim não temos liberdade. Pensamos livremente, mas agimos de maneira condicionada.
A vida equilibrada em sociedade por vezes leva a que mesmo os espíritos mais leves e mais livres tenham "atitudes" condicionadas, tudo em nome do equilíbrio.
A tendência é procurar quem segue pensamentos, correntes, menos sociais e cada vez mais minoritários.
Correntes de pensamento livre cada vez mais minoritários, mesmo individuais, é uma tendência crescente.
Redes sociais, meios de comunicação, sociedade, políticos, politicas...os pensadores tendem a fugir de tudo que os restrinja no pensamento.
Durante anos tivemos a tirania do lápis da censura, censura que tirava liberdade, na escrita, na acção e pelo medo no pensamento.
É verdade que podes pensar livre, porque o lápis não pode interromper e cortar o pensamento. Mas depende do pensador e do que o medo lhe causar.
Hoje temos liberdade para pensar, não tens a sombra do lápis, não tens a pressão do medo, mas tens a força de outra corrente que te corta e te conduz o pensamento.
Não tens liberdade de pensamento se te conduzes por métricas que te levam quer á esquerda, ou á direita, te cingem a um dos extremos, que te martelam por repetição de ideias de trincheira de corrente única que te inibem e frustram como pessoa.
Forçar pela repetição de ideias fechadas que não deixam articular equilíbrio de ideias, leva a aprisionamento de pensamento, logo leva a uma crescente falta de liberdade de pensamento.
O pensamento livre, hoje, leva a silêncios e a exclusividade no pensamento em deterimento de discurso livre, que a maioria tende a esconder por não se sentir livre.
Ainda hoje vi uma situação numa entrevista de rua a uma candidato ás presidenciais, um jornalista a acrescentar um nome de outro candidato numa resposta que não deu e a seguir esse candidato não conseguir sair da trama imposta pelo jornalista. Foi muito mau, porque o jornalista teve a força para usar essa tática e o candidato não teve a força, nem coragem para sair da teia imposta. Depois disso essa infelicidade foi utilizada por toda a comunicação social, outros candidatos e ninguém conseguiu sair da teia.
Um jornalista foi livre e tendencioso nas suas palavras, forçando um candidato a presidente da republica a ficar inibido, não conseguindo por palavras sair da situação. A situação tendenciosa do jornalista foi repetido na exaustão e passou a ser uma meia verdade.
Situação grave por termos um jornalista tendencioso, normal nos tempos que correm e um politico inibido em campanha eleitoral, que demonstra a que ponto tudo é híbrido e pouco claro, onde tudo se confunde e perde importância.
Tende infelizmente a falta de definição e estruturação da sociedade, dos valores e sobretudo a crescentes extremismos, quer a esquerda ou a direita. O reforço de extremos a esquerda ou direita, é propositado porque é mesmo isso está tudo extremado. Cada vez noto falta de qualidade de pensamento e liberdade no pensamento. A maioria não tem liberdade no pensamento, tendendo cada vez mais a seguir pensamentos de rebanho.
Pensar livre hoje é perigoso.
O individuo é cada vez mais induzido a tomar parte de correntes de pensamento. Certo que todos fazemos parte e devemos fazer parte livremente de partes da sociedade que escolhemos livremente. Hoje existe uma corrida desenfreada a captura de pensamentos livres para se encostarem a um dos extremos.
Dentro dos livres de pensamento, existe uma tendência ao individualismo e silêncio. Fugir à mediocridade das massas é sim uma crescente corrente de pensamento livre.
Os livres de pensamento, tendem a afastar se de redes sociais, jornais escritos e televisivos, bem como a valores instalados, quer na politica, religião ou a hábitos instalados.
O facto de muitas vezes pensarmos no que nos ocorre leva a tendencialmente pensar naquilo que se fala, ou que está na "berra". Continuas a ser livre e ser proativo com tudo o que te rodeia, consciente e fiel a ti próprio.
Até podemos ser livres de pensamento, mas será que somos verdadeiramente livres?
E sendo verdadeiramente livres será que não "obstruímos" a liberdade de outros?
Importante é sermos por nós, e em equilíbrio pelos outros!
carlospires - O Diário Incontável
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