RARO AMAR

 Amar antes de tudo. 

Amar antes do beijo, antes do toque, é raridade que se quer, é amor que não se encontra, mas é bem real e está aqui!

Não acreditar que o amor é, antes de mais alguma coisa, isso mesmo, tempo útil que passas a conversar, a olhar, observas movimentos, ouves e tudo te parece encostar a esta bela forma de amar. A beleza de estar, movimentar, expor a rara beleza dos sentimentos.

Mesmo sendo quase certo um amor só, traído por muros que ficam e teimam em erguer obstáculos que ninguém quer, obstáculos que só o amor pode ultrapassar.

Sofrer, pelo que está aqui ao alcance, mas teima em retrair o óbvio, que paixão, que atração, que brilho tão bom. Sofrer por não querer dar o que é óbvio para dois, dois que amam o que é raro encontrar, mas é real e está aqui!

Sossego, mas o amor é um desassossego invisível, incerteza no que vês, para quê o sossego, quando o coração palpita mais que o peito, o pensamento retrai o que o coração aproxima, não expliques, não vês que é um amor raro, daqueles que não se explica, aquele que aparece antes do beijo, antes do toque, é um amor que não se encontra, mas é bem real e está aqui!

Não deixes o meu coração palpitar sozinho, sente, toca, vês como é amor, vês como é raro, mas acontece, é o coração que diz, não estou sozinho, a palpitação tem retorno na tua mão, sente como é raro. Já não é invisível, sentes, é bom sentir!

Tocar, sentir, isso é um passo tão grande, porque se sentiste o palpitar, para além do brilho no olhar, para além de estar abstraído de tudo à volta e nada mais importar, só tu e eu, num invisível amar por dois, num mundo só nosso, um amor raro, que não se encontra, mas é bem real e está aqui!

Vá dá-me a tua mão, entrelaça os dedos das nossas mãos, sorri, olha em frente, olha para mim...

Beijo, olá sou eu!



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